Ser mãe é padecer na luta



Regina Célia e sua filha Carol, atendida pela APAE há 23 anos.

A professora Regina Célia Aleixo, 50, recebeu o diagnóstico da filha, Ana Carolina, quando ela tinha oito meses de idade: paralisia cerebral. Carol, hoje com 24 anos, frequenta a APAE Batatais desde primeiro ano de vida. Não fosse sua luta, a história da Regina seria apenas mais uma entre as mais de 350 milhões de pessoas, no mundo, ligadas a uma criança ou adulto com paralisia cerebral.

Carolina estava com quatro meses quando Regina Célia notou algo de errado, pois sua filha não sentava e não rolava no berço. Na época, a mãe passava por um momento delicado, sentia-se cansada e com depressão, pois seu outro filho tinha passado por uma cirurgia no coração. “Decidi que não iria contar a ninguém o que havia percebido”, desabafa a professora.

Dizem que madrinha é uma segunda mãe e foi a Maria Luiza Aleixo, madrinha da Carol, quem teve a iniciativa de levá-la ao pediatra. Na consulta foi diagnosticado um atraso no desenvolvimento e a profissional pediu que ela fosse encaminhada para um neurologista, que identificou, por meio de ultrassom, uma paralisia cerebral. “Me desesperei, chorei muito, pois não aceitava a ideia de que não tinha filhos perfeitos”, admite a mãe, que foi orientada a procurar pelos serviços da APAE Batatais.

A APAE Batatais também é mãe: acolhe e cuida

Segundo Regina Célia, na APAE Batatais ela foi acolhida e a Carol recebeu os cuidados necessários para o seu desenvolvimento. “Os profissionais me mostraram o quanto minha filha era perfeita e que eu era capacitada para cuidar dela. Foi na APAE que ela começou a engatinhar, falar, estudar e fazer todas as terapias, sem nenhum custo. Também recebemos orientações para entendermos o que estávamos passando”, conta.

A mãe acredita que a maior dificuldade enfrentada no dia a dia ainda é o preconceito. “Lugares e pessoas estão despreparados. Nós, mães, temos que ficar o tempo todo provando que nossos filhos existem e merecem respeito, que são perfeitos e que querem participar e frequentar os mesmos lugares que todos”, lamenta.

Regina Célia é participante assídua das atividades da APAE Batatais e compõe atualmente a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da instituição. “Luto pela inclusão da minha filha na sociedade, pra que ela seja a mais independente possível. Farei sempre o que for necessário para assegurar seus direitos. Minha motivação vem dela que deseja e exige participar de uma sociedade mais igualitária”, ressalta a professora.

A sobrecarga do cuidador

De acordo com Josiana Pelis, psicóloga da área de assistência social da APAE Batatais, as mulheres, em especial as mães, são as que mais sofrem com a sobrecarga do cuidado. “A mulher assume a responsabilidade de cuidar, não só por ser mãe, mas por ser algo enraizado na sociedade. Mas é preciso atenção, porque na família, todos têm responsabilidades e o mais adequado é que a tarefa do cuidar seja dividida”, explica.

Regina Célia conta que já se afastou de muitas pessoas e até mesmo de familiares por não entenderem, nem respeitarem as necessidades da filha. “É muita cobrança e pouco auxílio. Às vezes me sinto desanimada, cansada e sozinha. O que me faz seguir é a fé que tenho em Deus e o amor pela minha filha”, diz a professora que conta com a ajuda do filho, da nora, de uma colaboradora [há 23 anos] e do ex-marido.

Josiana enfatiza que a sobrecarga pode desencadear doenças físicas e emocionais em quem se dedica exclusivamente ao cuidar. “É preciso zelar pela saúde do cuidador e das mães quando elas exercem esse papel”, salienta a psicóloga.

Apesar dos dias de luta, Regina segue forte, pela sua saúde e pelo bem-estar da sua filha.

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